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Davi e Leal discutem ações para desassoreamento do Ribeirão Quilombo e prevenção de enchentes na Rua Carioba



 

Os vereadores Adelino Leal (PT) e Davi Ramos (PC do B) se reuniram nesta segunda-feira (1) com o diretor da Diretoria da Bacia do Médio Tietê, Luiz Roberto Moretti, na sede regional do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do estado de São Paulo), em Piracicaba, para solicitar ações para o desassoreamento do Ribeirão Quilombo.

 

Também participaram da reunião o prefeito de Americana Omar Najar (PMDB), o deputado estadual Chico Sardelli (PV), moradores e comerciantes das ruas próximas às margens do ribeirão.

 

Durante o encontro, foram apresentadas fotografias da região da Rua Carioba, alagada após as fortes chuvas de dezembro e janeiro. Os moradores organizaram um abaixo-assinado solicitando a limpeza da calha do Ribeirão Quilombo, com serviços de desassoreamento e retirada de lixo e entulho.

 

“Em 27 anos que estou na Rua Carioba, essa foi a maior enchente. No meu estabelecimento, foram 65 centímetros de água, sendo que até então nunca havia passado de dez centímetros”, disse o comerciante Sérgio de Campos.

 

O vereador Davi Ramos destacou que Americana sofre com os problemas causados pelo descarte de lixo de outras cidades. “Nós temos todo o fluxo de água e os descartes de entulho desde Campinas, passando por Hortolândia, Paulínia, Sumaré e Nova Odessa. A situação se agravou nos últimos anos e a única solução é promover um desassoreamento do ribeirão”, disse.

 

De acordo com o diretor da Diretoria da Bacia do Médio Tietê, a última limpeza feita com maquinário pesado no Ribeirão Quilombo aconteceu há mais de dez anos, e as máquinas em operação ainda são as mesmas, necessitando manutenção e disponibilidade para execução do serviço. “O DAEE conta atualmente com apenas três máquinas, que estão em operação em outras cidades. O desassoreamento é paliativo, e existem hoje novas técnicas que poderiam melhorar a situação, como por exemplo uma revisão do plano diretor de macrodrenagem”, alertou.

 

Já para o prefeito de Americana a medida é válida mesmo com a ressalva do diretor. “Paliativa ou não, precisamos de alguma ação para solucionar o problema, mesmo que de forma parcial. Os moradores e comerciantes não podem mais sofrer com as inundações”, afirmou Najar.

 

“Face à gravidade do que está acontecendo, essa questão do desassoreamento é eficaz, ainda que paliativa, e extremamente necessária”, concordou o deputado estadual Chico Sardelli.

 

Ainda segundo o diretor, outra possibilidade seria a contratação, com a ajuda de verbas estaduais, de empresa especializada para a realização do serviço, através de licitação. “O DAEE hoje não possui mais operadores de máquinas, e tem um orçamento reduzido. Podemos até realizar um estudo que analise a composição do leito do rio e as reais causas das inundações, mas para isso também é necessário investimento”, ressaltou Moretti.

 

Ao final da reunião, ficou decidido que o DAEE irá verificar a disponibilidade de cessão de uma das máquinas para desassoreamento do leito do Ribeirão Quilombo, com os custos sendo assumidos pela prefeitura de Americana. Deverá ainda ser feito um estudo para revisão do plano de macrodrenagem e para verificar a viabilidade de licitação para contratação de empresa, diretamente pela prefeitura, para realização do serviço.

 


Publicado em: 01 de fevereiro de 2016

Publicado por: Assessoria de Comunicação

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Categoria: Notícias da Câmara

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