A tribuna livre da Câmara Municipal de Americana foi utilizada durante a sessão ordinária desta quinta-feira (9) para a discussão dos desafios enfrentados pelas famílias com pessoas portadoras da Síndrome de Down. A convidada foi Simone Amado, representante da entidade Família Down, que falou sobre a importância da aprovação de dois projetos de lei relacionados na pauta da sessão que tratam do tema.
Segundo Simone, atualmente os hospitais não possuem equipe preparada para dar a notícia sobre o nascimento de uma criança com a Síndrome Down para a família, o que pode causar diversos danos às crianças e aos próprios pais. “Conhecemos histórias de mãe que tiveram a notícia ainda durante o parto e isso causou uma forte depressão, além de afetar o aleitamento materno, que é muito importante para a criança”, afirmou.
O vereador Professor Padre Sergio (PT) relatou que passou por isso na família quando um primo foi diagnosticado com Síndrome de Down. “Ouvindo a Simone falar voltei há quarenta anos, quando o médico informou à família que o meu primo tinha Down e só viveria até os nove anos. Porém ele vive bem até hoje. Temos que sensibilizar os médicos para que possam passar a notícia de uma forma correta”, defendeu.
Para o vereador Gualter Amado (PRB), autor dos projetos que foram votados e aprovados durante a sessão, é importante a forma correta de se avisar os pais de recém-nascidos com Down para que haja impactos negativos no futuro dos pais e da criança.
“Já existe uma cartilha sobre o assunto fornecida pelo Ministério da Saúde, basta o profissional da área se atualizar. Por isso, criei o projeto que propõe a obrigatoriedade de hospitais públicos ou privados do município disponibilizarem equipe de apoio profissional no momento da notícia aos pais de recém-nascidos com suspeita diagnóstica ou diagnóstico de Síndrome de Down”, comentou.
Legislação
Os projetos, aprovados por unanimidade durante a sessão desta quinta, propõem legislações de apoio a familiares de recém-nascidos com Síndrome de Down. O projeto de lei nº 9/2017propõe a obrigatoriedade de hospitais públicos ou privados do município disponibilizarem equipe de apoio profissional no momento da notícia aos pais de recém-nascidos com suspeita diagnóstica ou diagnóstico de Síndrome de Down.
Já o Já o projeto de lei nº 10/2017 dispõe sobre a obrigatoriedade dos hospitais públicos e privados do registro e da comunicação imediata de recém-nascidos com Síndrome de Down às instituições, entidades e associações especializadas que desenvolvem atividades com pessoas com deficiência.
Publicado em: 09 de março de 2017
Publicado por: Coordenadoria de Comunicação
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