História das eleições de Americana: Capítulo 9 - Os anos de chumbo da ditadura

Publicado em: 11 de setembro de 2020

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 Capítulo 9 - Os anos de chumbo da ditadura

 

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Prefeito

João Baptista de Oliveira Romano (1964-1968)

Javert Galassi (1968)

 

Presidente da Câmara

Jayr de Camargo (1964-1965)

Itabajara Fonseca (1966)

Waldemar Tebaldi (1967)

Décio Vitta (1968)

 

Nos primeiros meses da legislatura que se iniciou em 1964, a crise política no Brasil vivia novos e intensos capítulos a cada dia. Setores conservadores da sociedade brasileira, sob o temor de que o Brasil viesse a se transformar em uma ditadura socialista similar à praticada em Cuba, se organizaram para combater o governo de João Goulart.

 

No dia 31 de março  de 1964, mesmo dia em que eclodiu o golpe de estado que instituiu a ditadura militar, constava na pauta da Câmara a entrega do título de cidadão americanense para João Goulart, homenagem proposta a pedido do prefeito Jairo de Azevedo, apoiador fervoroso do presidente Jango. Quando o projeto foi colocado  em discussão, começaram a  chegar via rádio as  primeiras notícias sobre  os  militares.  O presidente da Câmara, João Romano, tentou mas não conseguiu adiar a discussão. A votação da homenagem empatou e Romano decidiu, votando contra.

 

Na sessão seguinte, João Goulart já havia caído e Jairo de Azevedo teve seu afastamento decretado pela Câmara Municipal. O vice-prefeito, com medo, colocou o cargo à disposição, então João Batista de Oliveira Romano, presidente da Câmara, assume a prefeitura. O processo de impeachment de Jairo de Azevedo só seria instaurado depois. Como o Ato Institucional nº 1, baixado pelo governo militar, terminava em 16 de julho e Jairo não foi cassado, o prefeito eleito entrou na Justiça com mandado de segurança, que foi concedido. Contudo, o Tribunal de Justiça cassou a liminar e Romano permaneceu como prefeito até fevereiro de 1968. Durante a ditadura, Javert Galassi foi nomeado prefeito de fevereiro a dezembro de 1968 - tendo como sua primeira ação a desapropriação de uma área entre a Avenida Brasil e a Rua Presidente Vargas para a construção do paço municipal, que hoje leva seu nome - e Romano voltou a comandar a prefeitura por dois meses, antes de Americana voltar, em 1969, a ter um prefeito eleito.

 

Ao contrário do que ocorreu durante o Estado Novo, a ditadura militar não fechou o congresso, as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais. Com João Romano assumindo a prefeitura, coube ao vice-presidente da Câmara, Jayr de Camargo, assumir a presidência da Câmara Municipal de Americana de 1964 a 1965. Itabajara Fonseca foi presidente em 1966 e Waldemar Tebaldi em 1967. Com a posse do general Costa e Silva como presidente da república em 67, as eleições gerais que aconteceriam naquele ano foram adiadas e os mandatos prorrogados até 1968, ano em que Décio Vitta assumiu a presidência da Câmara.

 

        

        

 


Escrito por: Coordenadoria de Comunicação

Categoria: História das Eleições

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