Há pouco tempo, numa reunião em que se discutia a questão do apagão da mão de obra, um empresário fez a seguinte observação: se os currículos fossem manuscritos, metade dos candidatos a uma vaga no mercado de trabalho já estaria fora do processo seletivo. Referia-se ele ao inconteste fato de que, cada vez mais, a letra cursiva ou letra de mão está piorando. Ou seja, além de já ter sido identificado que os estudantes brasileiros, de qualquer nível escolar, têm enorme dificuldade para assimilar conhecimentos, elaborar o pensamento e transformá-lo em um belo texto, a escrita manual está ficando praticamente indecifrável.
Recentemente, 50 estados americanos recomendaram que suas escolas abandonem o ensino da letra cursiva. É certo que, com a ascensão da informática em nossas vidas, a cada dia escrevemos menos com a caneta ou lápis e mais com o teclado do computador. Não importa o tipo da letra, se grande ou pequena, firme ou trêmula, torta ou bem traçada, ela é capaz de revelar a individualidade de cada um, bem como parte de sua história, por exemplo a semelhança com a letra dos pais ou avós.
Os especialistas divergem quanto a sua importância. Alguns dizem que ela não cairá em desuso, pois há práticas usuais dependentes dela, como deixar um bilhete para alguém ou fazer a lista do supermercado, o que continuará a existir, sem dúvida. Ademais, afirmam que a abolição da letra cursiva restringirá a possibilidade de autonomia das pessoas se comunicarem, quando não tiverem a tecnologia ao seu alcance. Outros afirmam que, mesmo crianças que têm letra bonita, às vezes, não dominam a linguagem.
Nesse caso, o que deveria ser discutido é o modo como as escolas ensinam a letra de mão, não ela em si mesma. Conclui-se que a escrita não foi incentivada na mesma proporção em que se priorizou a necessidade da leitura como ferramenta de cidadania. Urge que se socialize também a escrita, pois a leitura revela o mundo na versão dos escritores e a escrita pode impor a própria identidade de quem escreve. Na verdade, embora haja pouca demanda para o uso da letra de mão, inexoravelmente haverá situações em que ela se fará necessária. E nesse momento, será que alguém vai entender o que você escreveu ? Ou melhor, será que você mesmo consegue ler o que escreve ?
Atualmente, a antiga expressão “letra de médico” não refere-se mais só àqueles profissionais da medicina cujas receitas precisavam ser decifradas pelos farmacêuticos. É, se os currículos tivessem que ser escritos via letra cursiva, muita gente ficaria, literalmente, na mão...
Publicado em: 19 de dezembro de 2011
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